Jabá

Julho 10, 2009

Acabo de voltar do teatro. Fui assistir à estreia de Dores de Amores.

Já contei aqui que assisti ao espetáculo quando tinha 15 anos. Vocês têm que assistir! É divertido tal como eu me lembrava ser. É muito bom rirmos das nossas próprias aflições.

Dores de Amores
Quintas e sextas, às 21h, até 31 de julho
Terças e quartas, às 21h, de 04 a 25 de agosto
Teatro Frei Caneca
www.ingressorapido.com.br

Tormento

Junho 29, 2009

Todo talento tem seu preço?

Não sei, mas se tiver, o preço que Michael Jackson pagou pelo seu foi o tormento em sua alma.

E se eu tivesse que escolher entre ter talento e tormento ou passar pianinho pela vida como tenho feito?

Acho que ficaria com o tormento. E tudo bem.

Jabá

Junho 19, 2009

Saudades do velho Marco Luque… Não percam a oportunidade de vê-lo, ao vivo e em cores. Eu não vou perder

Tamo junto – Marco Luque – Stand up comedy
De 17 de junho à 29 de julho, todas as quartas-feiras, às 21h30
No Tuca, Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, São Paulo
www.compreingressos.com

Jabá

Junho 19, 2009

Aos 15 anos assisti a um espetáculo teatral que, na época, fazia imenso sucesso. Era encenado pela Malu Madder e pelo Taumaturgo Ferreira e chamava-se “Dores de Amores”.

O autor, aos 21 anos, experimentava um sucesso jamais imaginado. Filho de peixe grande, Leo Lama seguia os passos do pai, Plínio Marcos – um maldito.

Não me lembro de quase nada, exceto da troca de papéis entre os protagonistas: “Você me comeu a vida inteira, agora vira que eu vou te comer”, dizia a personagem da Malu com um pinto de borracha na mão. Fala muito justa que nunca saiu da minha cabeça.

Muitos anos depois, o mesmo Leo Lama dirigiu um programa de TV do qual eu fazia produção. Demorou um bocado para eu ligar o nome à pessoa. Ficamos amigos e eu desenvolvi uma admiração quase visceral por ele.

Maldito como o pai, Leo contraria e provoca de forma apaixonada e apaixonante. Raramente entendo aquela mente maluquinha e livre. Porque, eu, não sou livre.

No mês que vem ele remonta suas “Dores de amores” com Melissa Vettore, Alexandre Cattan e Otávio Martins e direção de Naum Alves de Souza. Pretendo ir. Tenho certeza de que o sucesso de outrora irá se repetir e que, dessa vez, vou aprimorar meu entendimento.

Dores de Amores
Estréia em 9 de Julho, às 21h
Teatro Frei Caneca
www.ingressorapido.com.br

Escrevo esse texto pensando muito na A., porque sei que a pessoa que partiu era não somente amada como era fundamental para sua serenidade, sua existência e suas escolhas.

___________________________________________________________

Era tudo o que não precisávamos. Notícia de despedida, a definitiva, num domingo frio e chato.

Há quase exatos dois anos passei pela mesma situação. Era um sábado, frio e chato como hoje. Perdi um amigo não apenas amado, mas fundamental para minha existência, minha serenidade e minhas escolhas.

Ainda não me recuperei disso e acredito que nunca vá me recuperar. Vou apenas conviver com isso para sempre. Não há um único dia em que eu não pense nele.

Meu coração está novamente frágil hoje. Toda aquela turma – e que turma linda! – vai passar por essa dor e vai conviver com ela para sempre. Sou solidária e sinto também. A Sandra é uma daquelas pessoas que a gente realmente agradece por ter conhecido, por ter convivido. Ficou tão pouco na minha vida e já me deu valores tão preciosos…

Para ela, que partiu, desejo que esteja entre anjos e ídolos. Para os amigos que ficaram, meus ouvidos e meus ombros estão à disposição para ouvir, acalentar e incompreender junto durante todo o tempo que for preciso. Um, dois, três anos até, pois lembrar da pessoa querida que partiu é como mandar um recado. É como dizer o que não foi dito, mas foi sabido. A gente sabe que ela está ouvindo.

Pergunte ao piloto

Junho 4, 2009

Poucas coisas me deixam mais abalada como desastres aéreos.

Nos jornais não se fala em outra coisa: o sumiço do Airbus da Air France.

Eu morro de medo de avião. Se puder evitar, evito. Prefiro ônibus, carro, navio, pois tenho certeza de que sei andar, sei me arrastar e sei nadar. Mas, voar, definitivamente, eu não sei.

Justamente por ter tanto medo não desgrudei os olhos dos noticiários o que foi me deixando cada vez mais tensa.

Hoje pela manhã, como sempre, passei os olhos nos jornais e nos portais de notícias da internet. Textos e textos sobre o acidente mas apenas um me chamou a atenção de forma especial. Era o texto de Marcelo Coelho, na Folhaonline sobre o assunto. Nele, Marcelo Coelho dizia que os jornais estavam esmiuçando e conjecturando mil teorias sobre o desastre sem encontrar respostas e indicava um ótimo site para tirar dúvidas, o “Ask the pilot“. Nele o piloto Patrick Smith explica tudo sobre aviação como se tivéssemos 5 anos. A respeito do Airbus francês ele tece opiniões bem interessantes. Vale a pena dar uma conferida.

Meu pequeno poney

Maio 28, 2009

No próximo final de semana será o aniversário da Helena, filha da Celina, do Gonzalo e irmã do Juan.

O tema será “Meu querido poney”. Aquele cavalinho fofinho a quem costumávamos pentear quando éramos crianças.

Incrível coincidência. Na semana em que recebi o convite, um amigo lá do trbalho me mostrou o trabalho dessa artista plástica finlandesa, Mari Kasurinen. É muito legal! Para ver as outras imagens clique aqui.

Olha esse Jack Sparrow!

My little Jack Sparrow

My little Jack Sparrow

E a Virada?

Maio 6, 2009

Não me canso de falar dela. No trabalho, devo estar sendo chata e repetitiva. Fico contando o que eu vi, o que eu fiz e o que eu achei. Mas o fato é que sou muito, mas muito fã desse evento.

Assisti ao show de abertura do palco principal. Jon Lord e Orquestra Sinfônica Municipal foi um espetáculo simplesmente fenomenal!

Ainda extasiada corri para o palco instrumental para assistir ao show do George Petit, tocando com Ricardo Mosca, Neimar Dias e Marcelo Freitas. Incumbida de fotografar esse grupo de amigos tão especiais, assiti ao show de cima do palco, do gargarejo, de trás do palco, das laterais e até de uma varanda gentilmente cedida por uma família privilegiada. O show foi espetacular. O melhor público de toda a Virada estava, certamente, nesse palco.

Fim de show, fomos tomar uma cervejinha no barzinho ao lado, porque, afinal, ninguém é de ferro. Comecei a ficar aflita porque o papo estava ficando cada vez melhor e o horário do show do Wando estava se aproximando mas ninguém de lá queria ir comigo. Dois amigos queridos, lá do clube dos médicos, chegaram para me salvar. Acompanharam a mim e à minha irmã Kaká até o palco do Arouche.

Chegamos bem na hora em que o cantor entoava “Moça”. Que delícia ouvir “você é luz…” da área vip! Fiz de um tudo… Dancei que nem louca, cantei aqueles sucessos todos sem errar uma palavra sequer (e que jogue a primeira pedra quem não sabe cantar “você é luz” inteirinha), joguei calcinha e, no final, o Wando me jogou uma maçã! Hilário!

Acabou, o que vem depois? Reginaldo Rossi, só daqui a uma hora. Vamos tentar ir ao Municipal? Vamos, mas temos que atravessar a República. Vixe! Foi punk! Nunca vi um lugar tão cheio em toda a minha vida!

Quem é que estava no Municipal? Naquele momento ninguém, mas dali a pouco teria Chico César. Resolvemos tentar. O segurança não deixava entrar quem estava só com a pulseirinha azul. Tinha que ter o convite. Toca ligar pro Zé. O Zé tá no helicóptero, observando a festa lá de cima, como se estivesse observando a festinha do Pedro lá da escadinha da piscina, com aquele ar orgulhoso e satisfeito. Quer ver o Zé feliz, faça seus amigos felizes. Desencana de Municipal.

A fome bateu e, claro, não havia melhor lugar para comer do que o “Piano na Praça”. Depois de alguma espera sentamos na mesinha do bar do Luis e pedimos o nhoque de mandioquinha com molho de tomates frescos com manjericão e tiras de filé mignom. Delícia! O show de Pepe Cisneros ficou ainda mais agradável quando subiu ao palco Yaniel Mattos para um “a quatro mãos”.

Nossa, que cansaço! Já eram quase 4h da manhã quando arregamos. Sim, bundões, não aguentamos o tranco. Fomos para casa, dormimos até as 10h. Voltamos para lá às 13h. Com fome, paramos lá no Café Gerondino para um lanche. Tínhamos em mente que assitiríamos ao jogo lá no café e depois veríamos a Maria Rita no São João. O Mau, no entanto, precisava ir até o palco para checar equipamentos da gravação e sei lá mais o quê, então, resolvemos ir junto.

Chegamos bem no final do show dos Novos Baianos! Que emoção! A Baby do Brasil voltou a ser Consuelo com aquele cabelo roxo! O Pepeu lindo como sempre! Paulinho Boca de Cantor, Dadi. Só o Moraes não quis participar, sabe-se lá por que motivo, não é? Bobo é ele.

Maria Rita era só as 18h então compramos uma cervejinha, montamos uma mesa no backstage mesmo e esperamos. Lindo! Foi lindo! Tá, foi o mesmo repertório da turnê e do dvd, mas tão mais intenso. Aquela platéia imensa! A galera toda junta! Acabou.

Olha lá o Zé com o Pedro no colo. Contemplando o fim da festa. Daquele jeito, satisfeitão. Feliz porque os seus estavam felizes. É mesmo um evento maravilhoso e é tão bom porque é feito com trabalho duro, dedicação exclusiva e só pensando se os “brothers” vão gostar. Parabéns de novo Zé! Não vejo a hora de ouvir as suas histórias sobre esse fim de semana tão legal!

Le grand tour

Maio 1, 2009

picture-12

Minha programação para a Virada Cultural 2009 já está pronta:

18h10 – Concerto para grupo e orquestra (1969) – John Lord e Orquestra Sinfônica Municipal – TEATRO MUNICIPAL

20h50 – George Petit (Com Ricardo Mosca, Neymar Dias e Marcelo Rocha) – CONSELHEIRO CRISPINIANO

00h30 – Gita – César Di – PALCO TOCA RAUL (RUA CÁSPER LÍBERO)

2h10 – Velhas Virgens – PRAÇA DA REPÚBLICA

3h – Aos Vivos – Chico César – TEATRO MUNICIPAL

4h50 – Fábrica – Núcleo Omstrab – ANHANGABAÚ

6h – Sambasonics – PAISSANDU

9h – Cordel do Fogo Encantado – SÃO JOÃO

11h – Beba Zanettini – PIANO NA PRAÇA – DOM JOSÉ GASPAR

13h30 – Odair José – LARGO DO AROUCHE

15h – Novos Baianos – SÃO JOÃO

16h – DJ Patife – XV DE NOVEMBRO

18h – Maria Rita – SÃO JOÃO

Até parece que eu vou conseguir… Mas JU-RO que vou tentar!

Lembrando que, nesse ano, intervenções belíssimas de artistas franceses estarão espalhadas por todo o centrão em comemoração ao “Ano da França no Brasil”.

Se você quiser montar a sua programação, acesse www.viradacultural.org.

Como sempre, será um lindo espetáculo!

Epílogo

Abril 14, 2009

Depois de toda aquela confusão com a Net, depois de toda aquela dor de cabeça, aqueles gritos e desaforos, o resultado foi só um: estou desde então sem TV por assinatura.

Eles insistem em dizer que não temos mais direito aos canais e nós não temos como provar que o plano que assinamos à época fora o completo simplesmente porque somos idiotas. Fofos, mas idiotas.

Nos resta: dar um upgrade no plano da Net mesmo e pagar um tanto a mais; assinar Sky, que é um braço da Net mas não tem SBT; assinar a TV da Telefonica e, além de também ficar sem SBT, aguentar todos os perrengues das atendentes de marketing, que são iguais, ou piores que as da Net ou assinar TVA e não ter nem mesmo a TV Prédio.

Conto tudo isso porque as pessoas sempre perguntam e eu, encabulada, não respondo a verdade (com o rabinho entre as pernas teremos que dar o tal upgrade na porcaria da Net).

A não ser que…. Hummm…. Boa idéia! Podemos vender as televisões e ler os livros que compramos e estão lá, empilhados, esperando por ser lidos…

Um dia tomo coragem e faço é isso mesmo!

Risos

Fevereiro 6, 2009

No subsolo do prédio, esperando o elevador chegar:

- Vai subir?

- Não. Estou esperando meu apartamento descer prá me pegar.

……

Obrigada Vi! Só você mesmo….

Corre, corre, corre

Dezembro 4, 2008

Certa vez, um bom – ótimo – amigo botequeiro, redator publicitário, dos bons, me contou como fora demitido da agência de publicidade onde trabalhava:

Sexta às seis da tarde, a caminho do happy hour, ouvindo Ozzy no som do carro ele recebeu uma ligação do chefe no celular:

- Alô, Alex, preciso que você volte imediatamente. Aquela campanha que era prá daqui a quinze dias foi adiantada. O cliente quer tudo na mesa dele na segunda-feira.

- Mas já são quase sete horas! Eu já estou longe e tá um puta trânsito prá voltar!

- Eu sei, mas você tem que voltar. A equipe toda está voltando.

Olha, eu nem sei se o meu bom amigo pensou antes de dizer, mas acabou soltando essa:

- Olha cara, eu acho super legal esse seu carinho pelo trabalho, acho do caralho esse papo de amar o que faz, mas, na boa, EU não trabalho porque eu gosto. Eu trabalho porque eu preciso! Desculpa aí, mas não vai dar prá voltar não.

E não voltou. Nunca mais! Foi prestar concurso público. Ainda não entrou, mas inteligente do jeito que é, vai entrar já já.

Mas estou contando essa historinha só prá mostrar como o trabalho deixa a gente louco! Mesmo quando a gente é bom naquilo o que faz, tem momentos em que a gente surta!

E mais do que isso: a gente se afasta mais e mais do que realmente importa. A gente se afasta dos amigos, da família, do blogue e do boteco. E quando a gente se dá conta o ano acabou! E acaba nos deixando aquela sensação de sexta-feira às seis da tarde… Em janeiro começa tudo de novo. Mas, para o ano que vem eu prometo mais amigos, mais família, mais blogue e mais boteco.

Feliz Ano Novo!

Assinem

Outubro 7, 2008

Esse link do Peta nos leva a um video desconcertante sobre crueldade contra animais. Pior que isso só se fosse crueldade com velhinhos…. Por favor, assinem.

http://www.peta.org/feat/chineseFurFarms/index.asp

No fim dessa página há um link que nos leva à petição. É só clicar e assinar.

Em crise

Outubro 2, 2008

Crise da economia americana, crise da bolsa e crise da Dani, que não sabe bem em quem votar no domingo.

Sempre achei importante votar. No dia do pleito, depois de “confirmar” o candidato na urna, sinto aquele orgulho de ter cumprido com mminha obrigação de cidadã. Coisa bem nerd mesmo…. Meu voto sempre foi um bocado coerente com meu discurso e minhas idéias e isso é bom.

Eu porém, nunca fui muito de estudar as opções. Assisto aos debates, leio as manchetes dos jornais e, confesso, assisto ao horário eleitoral gratuito. Na hora de votar eu sei, entre outras coisas, por exemplo, que não se deve votar no Maluf ou na Dra. Havanir. Isso me deixa segura a respeito do meu senso de responsabilidade – ou “senso da noção”,  como diz minha amiga Bete. Sou profundamente contra votar nulo ou em branco. É um desperdício, além de ser uma comodidade meio burra.

Nessas eleições para prefeito, no entanto, estou confusa. Não exatamente porque as opções sejam ruins, mas porque estou, pela primeira vez, em dúvida entre escolher baseada na coletividade ou em causa própria. E isso, para esta pisciana que vos escreve, é horrível.

Por partes:

Ivan Valente, Ciro Moura , Anaí Caproni, Levy Fidelix, Edmilson Costa, Renato Reichman, Paulo Maluf e Geraldo Alckmin: sem chance!

Soninha: é fofa! É bem intencionada. É inteligente, interessada. Fala bem e tudo o mais. Eu estava quase me decidindo por ela quando meu amigo Jacri me fez imaginar a cena dela entrando na prefeitura de All Star. Não orna.

Marta: é escrota! Já tivea oportunidade de conviver com ela e digo: é escrota! Mas fez o bilhete único, comprou aquela briga seríssima com os perueiros, criou os CEUs e admitiu, num gesto de rara humildade, ter se equivocado no lance das taxas. Além disso, tem apoio do governo federal. Creio que faria um bom governo.

Kassab: é do DEM! E me dói o coração cogitar a hipótese de votar em um candidato do DEM. Mas viabilizou a “Virada Cultural”, aquele evento do qual sou completamente fã. Mantém um staff na Secretaria da Cultura que me é muito querido, além de muito competente. Votar nele é garantia de mais quatro edições da “Virada”, de inúmeras mais edições do “Piano na Praça” e de emprego daquela gente boa e bronzeada.

Espero ter, até domingo, tomado uma boa decisão. E espero que meus pares façam o mesmo e que, por favor, não elejam figuras como Lacraia e Sérgio Mallandro, assim como fizeram com Clodovil. Porque daí, aquilo que gente de bem está tentando arrumar vira circo de vez.

Ai, Ivetinha, que prova mais difícil!

Sai Ebó!!!

Setembro 10, 2008

Para o bom entendedor, uma letra basta:

“Tu, pessoa nefasta
Vê se afasta teu mal
Teu astral que se arrasta tão baixo no chão
Tu, pessoa nefasta

Tens a aura da besta

Essa alma bissexta

Essa cara de cão
Reza
Chama pelo teu guia
Ganha fé, sai a pé, vai a pé a Bahia
Cai aos pés do Senhor do Bonfim

Dobra

Teus joelhos cem vezes
Faz as pazes com os deuses
Carrega contigo uma figa de puro marfim
Pede

Que te façam propícia
Que retirem a cobiça, a preguiça,
A malícia
A polícia de cima de ti
Basta
Ver-te em teu mundo interno
Pra sacar teu inferno
Teu inferno é aqui
Pessoa nefasta
Tu, pessoa nefasta
Gasta um dia da vida
Tratando a ferida do teu coração
Tu, pessoa nefasta
Faz o espírito obeso correr
Perder peso, curar, ficar são
Solta
Com a alma no espaço
Vagarás, vagarás, te tornarás
Bagaço
Pedaço de tábua no mar
Dia
Após dia boiando
Acabarás perdendo a ansiedade,
A saudade
A vontade de ser e de estar
Livre
Das dentadas do mundo
Já não terás, no fundo
Desejo profundo por nada que não seja bom
Não mais
Que um pedaço de tábua
A boiar sobre as águas
Seu destino nenhum
Pessoa nefasta”

(Gilberto Gil)

Já não aguento mais

Julho 21, 2008

  • Gente que fala no cinema;
  • Gente que joga embalagem de snacks na rua;
  • Caso Isabela;
  • Secura;
  • Vizinho barulhento;
  • Gripe de sobrinho;
  • Atriz que já não mexe mais a sobrancelha;
  • Gente que sabe tudo, de todos os assuntos;
  • Gente que acha que tem muito a ensinar e nada a aprender;
  • Gente que acha que tem muito a criticar e nada a aprender;
  • Gente que julga, julga e julga;
  • Gente que bebe demais;
  • Gente que não experimentou, mas não gosta;
  • Gente que cobra e exige;
  • Gente que suga;
  • Aquela carinha melosa da Ingrid Betencourt;
  • O desrespeito sistemático pelo consumidor;
  • Muita metafísica e nenhuma praticidade.

Mira, mas, por favor, erra, ok?

Onde está o Matt?

Julho 2, 2008

Recebi esse link do Mau e digo: é demais!!!

Esse sujeito, Matt Harding, visitou 42 países em 14 meses para produzir esse vídeo. Ficou lindo!

Assistam e depois me digam, ok?

http://www.vimeo.com/1211060

Casais são legais sim.

Junho 12, 2008

Invocação

Junho 9, 2008

Não acredito em julgamentos. Por isso – e por outra infinidade de motivos – não acredito na maioria dos deuses que os crentes dizem existir.

Se deuses representam o amor, a flor, o rio da aldeia e o Tejo, eles não deveriam nos julgar. Pois desconfio que quem julga não ama. Quem julga uma intenção, uma atitude, um gosto pessoal, um grau de instrução, uma riqueza de espírito ou uma declaração pública de amor – seja ela meia dúzia de berros no meio da rua, ou seja ela uma publicação num blogue comum – ama um pouco menos a cada observação. Amando menos, retarda sua capacidade de se perceber amado a despeito de, talvez, até ser. O julgamento é quase uma agressão. É como um xingamento. Às vezes, de fato é um. É uma “des-declaração” de amor.

Creio ainda que aqueles que muito crêem em deuses precisam desesperadamente que eles existam para que, um dia, possam vir a ser um. Ser apenas gente é insuportável para algumas pessoas. A identificação com seres fantásticos, incompreendidos e donos de toda sabedoria e razão é mais simples e agradável do que aquela com o sujeito que divide conosco o assento do metrô.

Para mim, certas crenças e a arrogância se confundem, se entrelaçam. O deus que julga o faz de cima de um degrau que eu não consigo ver. Ao redor do rio da aldeia há montanhas, não altares.