A melhor opção
Março 30, 2008
Na edição eletrônica do Observatório da Imprensa, de 26 de março , o jornalista Renato Pompeu – macaco velho, daqueles que já sabem tudo – concedeu uma entrevista à colega Ana Luíza Moulatlet em que, depois de dar suas impressões sobre o jornalismo em geral, respondeu à seguinte pergunta:
Ana Luíza: Que conselhos você daria para alguém que está começando no jornalismo?Pompeu: 1) Abandonar imediatamente a profissão e escolher outra. 2) Se não for possível isso, tentar se estabelecer por conta própria na internet, com patrocínio próprio que não interfira na sua independência. 3) Se isso também não for possível, tentar manter a dignidade profissional e preparar-se para uma vida de sacrifícios.
Ufa! Achei que eu é que estava ficando louca!
Dias de fúria
Março 28, 2008
Como boa paulistana odeio o trânsito da minha cidade. Cruzo meia São Paulo todos os dias para chegar à faculdade e, invariavelmente, demoro muito. Segundo cálculo do Google Maps, 13 quilômetros separam a USP da minha casa e, ainda segundo esse orientador maluco, essa distância deveria ser percorrida em 25 minutos, contando com trânsito!
Balela! Demoro, no mínimo 50 minutos para chegar lá às 18h30. Isso porque uso os túneis. Imaginem se eu tivesse que pegar a marginal? Além disso, fico neurótica com a possibilidade sempre iminente de um assalto e quero matar um quando sou fechada por um grande e covarde ônibus.
Tenho acompanhado – sem muita atenção, confesso – o que tem saído na imprensa a respeito desse assunto. Há, segundo as agências de notícias, quem perca 6 horas por dia no trânsito! E os últimos noticiários têm se esforçado para ressaltar quebras de recordes de congestionamentos numa torcida quase organizada para que a coisa piore ainda mais.
Em meio a esse “vucovuco” da imprensa nosso prefeito começa ter idéias… Uma delas é expandir, em horário e dias, o rodízio de veículos. Eu já acho rodízio um saco, pois, embora me envergonhe um pouco disso, sou uma motorista inveterada. Pessoalmente, não sei se uma expansão do rodízio seria realmente útil.
Vejamos: levo 50 minutos para ir à faculdade de carro. Nos dias de rodízio teria que usar ônibus, pois não há metrô próximo à USP. Com o rodízio do jeito que está eu passaria uns 100 minutos espremida no busão para chegar ao meu destino. Com o novo rodízio, porém, contando com um possível alívio no tráfego, creio que, de ônibus, eu chegaria à cidade universitária em … deixa eu ver, desce o um, noves fora … uns 80 minutos. Vantajoso, sem dúvida para o usuário de transporte público, mas uma opção horrível, péssima, terrível, para que usa carro.
Outra idéia dos especialistas da prefeitura para desafogar o trânsito é aumentar o número de faixas exclusivas para os ônibus. Acho válido o transporte público ter uma faixinha só dele, mas enfrentamos aí alguns problemas: são raros os motoristas de ônibus que são gentis e permanecem exclusivamente em seu espaço. Além disso, medidas como essas, no Brasil, obedecem, na maioria das vezes, às regras do improviso. Na Ibirapuera, por exemplo, a faixa exclusiva fica no meio da avenida. Quando ela acaba, todos os coletivos têm que mudar abruptamente de faixa, se jogando em cima dos carros e das motos, para poderem virar à direita e seguir em direção ao metrô Santa Cruz. Resultado: um corredor de ônibus que piorou muito o trânsito – dos carros, que fique claro – na região.
Posso estar sendo intolerante, mas acho injusto as melhorias terem como único alvo os usuários de transporte público, pois motoristas também estão sofrendo – e muito – com a lentidão do tráfego da cidade.
Medidas isoladas e de curto prazo, que priorizam atender às cobranças eleitorais ao invés de satisfazer as necessidades da população (toda ela) de forma justa e coerente, desgastam nossa paciência e acabam com o nosso humor. Não há ar condicionado ou musiquinha que vença todo esse esforço!
São Luciano
Março 22, 2008
Tudo acontece com ele. Quando se falava na violência do Rio, da matança no morros, dos arrastões e seqüestros, foi o rolex de Luciano Huck que chamou a atenção de todos para o fato de que, em São Paulo, a coisa não é tãããão diferente assim.
Jornais escreviam editoriais, o próprio apresentador escreveu um manifesto que deu origem a respostas, às vezes raivosas, de alguns setores da sociedade que consideravam que o grande desaforo nessa história toda era ter o relógio e não o roubo do acessório.
O Fantástico, na época, produziu uma matéria que esmiuçava o comércio ilegal de rolexes desde o roubo até a venda lá no centro da cidade. A polícia esbravejou que aquilo era um fato isolado e que em Sampa estava tudo bem…
Agora, Huck contraiu dengue! Em meio a centenas de notícias, publicadas dia a dia, sobre o surto da doença na cidade do Rio de Janeiro, o apresentador foi sorteado com a mordidinha do mosquito.
No mesmo dia já pipocam matérias no noticiário apresentando todos os números cabíveis das estatísticas. Agora sim temos que nos preocupar! Oh, Céus! Luciano Huck tem dengue! O que será de nós? Adivinha qual será a grande matéria-denúncia do Fantástico desse próximo domingo? Já estou até vendo: vinte minutos de estatísticas, câmera escondida, personagens, trilha tensa e Dr. Dráuzio explicando os sintomas, limpando pneus velhos, jogando areia nos vasinhos…
Por fim, o governo federal vai injetar uma quantia, o Ministério da Saúde vai elaborar um plano de emergência e a incidência de dengue vai diminuir.
Tá vendo? Depois dizem que esses milionários apresentadores de TV não prestam serviços à comunidade. Que injustiça!
Astigmata
Março 17, 2008
Já faz tempo, fui ao oftamologista rever a receita do meu astigmatismo. Visitei um médico indicado pelo Dr. Aníbal, otorrinolaringologista, um velho amigo da minha família. Foi o Dr. Aníbal quem deu a forma atual ao meu nariz.
No consultório do oftalmologista me sentei para me apresentar. Disse a ele quem é que tinha me indicado. O clima ficou descontraído, pois os dois doutores se conheciam muito bem e o nariz da filha do oftalmo também havia sido obra do Dr. Aníbal.
Fui para aquele canto do consultório onde os exames são realizados. As luzes do teto se apagaram, se acenderam as dos aparelhos. Fui insistentemente observada de perto por uma lupa. Em seguida, encaixei a cara naquela instalação que segura o queixo.
“Ajeite a coluna por favor, Daniela”, pedia o médico. “Olhe naquela direção”, orientava ele apontando para um quadro com letrinhas de vários tamanhos. “Agora vire-se um pouco e olhe diretamente para a luz. Sim… Ótimo!”, prosseguia com o exame. ” Olhe para cima, por favor. Levante a cabeça mais um pouco”, pedia, cuidadoso. Posicionou-se do lado oposto: “Me deixe ver por outro ângulo”. “Hum, bom”, exclamava, pensativo. “Abaixe o queixo e tente olhar para o chão…. Siga o movimento da minha mão, consegue?”, perguntava, concentrado. “Pronto, pode sair”.
Liberada, voltei para a mesa de consulta para saber se o grau da minha doença de visão havia se alterado. O diagnóstico: “Putz! O Aníbal realmente sabe fazer um bom nariz!”
Palhaçada
Março 12, 2008
Estou aqui, há alguns posts, fazendo a linha cool – encontro Fiddle Rabeca, espetáculo teatral, CD de jazz - mas na verdade, na verdade o que eu gosto mesmo é de uma boa palhaçada:
Esses caras conheci em um programa muito popular que eu produzia na Record. São muito engraçados: http://br.youtube.com/watch?v=PZVfx8orEjw
Esse outro, o Tatu, é um amigo de longa data, lá do clubão. O Tatu fazia palhaçada de graça prá gente nos fins de semana e a gente fazia xixi nas calças de tanto rir. Qual das meninas não se lembra do “Edward Mãos de Cenoura”? Quem vê uma vez, se torna adicto. E eu morro de saudades. Agora ele cobra pelas gracinhas e não se chama mais Tatu. Se chama Marco Luque: http://br.youtube.com/watch?v=EAvjuMLopBE
Jabá
Março 11, 2008
Mais um jabá dos bons. Está em cartaz, todas as sextas-feiras, no teatro do Hotel Crowne Plaza, o espetáculo “O Cópia” com texto e direção de Leo Lama.
Ainda não fui ver, mas sei que é ótimo! (Hahahahahahahá! Que coisa mais Silvio Santos!)
Brincadeiras à parte, planejo ir nessa sexta. Faz tempo que quero ver a peça e rever o amigo.
O serviço:
“O Cópia” Todas as sextas, às 21h30, no teatro do Hotel Crowne Plaza. Rua Frei Caneca, 1360 Tel.: (11) 32890985Jabá
Março 10, 2008
Encontrei com a Cati Peschi no sábado. A Cati é o máximo! É engraçada demais…. E é uma pessoa desprendida como poucas. Meio doida, confesso. Diz que vai passar dez dias num retiro meditando e que não poderá nem falar nesse período! Vixe!
Mas não foi por isso que resolvi postar essas palavras aqui. A Cati é produtora, mas é produtora das boas! Não é uma vendida qualquer. E ela está produzindo um espetáculo ótimo! Recomendo que todos assistam.
Encontro Fiddle – Rabeca: um encontro muito especial da música popular escocesa com a música popular brasileira, com o violinista Chris Stout e o rabequeiro Thomas Rohrer acompanhados por Carlinhos Antunes (viola e violão) e Rui Barossi (baixo acústico).
Em São Paulo:Dia 11 de março, às 21h na Biblioteca do Centro Cultural São Paulo, Evento Artist Links, entrada franca. E no dia 13 de março, às 19h30, na área de convivência do SESC Consolação, entrada franca. www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=128820
Participação de Thomas Howard na viola.
Apareçam e procurem conhecer a Cati. Vocês não vão se arrepender!
Qual é o problema?
Março 5, 2008
“WHAT’S WRONG WITH A LITTLE DESTRUCTION???”
Franz Ferdinand (a banda, não o herdeiro austro-húngaro cujo assassinato, em Sarajevo, serviu de estopim da I Guerra Mundial)