Em crise
Outubro 2, 2008
Crise da economia americana, crise da bolsa e crise da Dani, que não sabe bem em quem votar no domingo.
Sempre achei importante votar. No dia do pleito, depois de “confirmar” o candidato na urna, sinto aquele orgulho de ter cumprido com mminha obrigação de cidadã. Coisa bem nerd mesmo…. Meu voto sempre foi um bocado coerente com meu discurso e minhas idéias e isso é bom.
Eu porém, nunca fui muito de estudar as opções. Assisto aos debates, leio as manchetes dos jornais e, confesso, assisto ao horário eleitoral gratuito. Na hora de votar eu sei, entre outras coisas, por exemplo, que não se deve votar no Maluf ou na Dra. Havanir. Isso me deixa segura a respeito do meu senso de responsabilidade – ou “senso da noção”, como diz minha amiga Bete. Sou profundamente contra votar nulo ou em branco. É um desperdício, além de ser uma comodidade meio burra.
Nessas eleições para prefeito, no entanto, estou confusa. Não exatamente porque as opções sejam ruins, mas porque estou, pela primeira vez, em dúvida entre escolher baseada na coletividade ou em causa própria. E isso, para esta pisciana que vos escreve, é horrível.
Por partes:
Ivan Valente, Ciro Moura , Anaí Caproni, Levy Fidelix, Edmilson Costa, Renato Reichman, Paulo Maluf e Geraldo Alckmin: sem chance!
Soninha: é fofa! É bem intencionada. É inteligente, interessada. Fala bem e tudo o mais. Eu estava quase me decidindo por ela quando meu amigo Jacri me fez imaginar a cena dela entrando na prefeitura de All Star. Não orna.
Marta: é escrota! Já tivea oportunidade de conviver com ela e digo: é escrota! Mas fez o bilhete único, comprou aquela briga seríssima com os perueiros, criou os CEUs e admitiu, num gesto de rara humildade, ter se equivocado no lance das taxas. Além disso, tem apoio do governo federal. Creio que faria um bom governo.
Kassab: é do DEM! E me dói o coração cogitar a hipótese de votar em um candidato do DEM. Mas viabilizou a “Virada Cultural”, aquele evento do qual sou completamente fã. Mantém um staff na Secretaria da Cultura que me é muito querido, além de muito competente. Votar nele é garantia de mais quatro edições da “Virada”, de inúmeras mais edições do “Piano na Praça” e de emprego daquela gente boa e bronzeada.
Espero ter, até domingo, tomado uma boa decisão. E espero que meus pares façam o mesmo e que, por favor, não elejam figuras como Lacraia e Sérgio Mallandro, assim como fizeram com Clodovil. Porque daí, aquilo que gente de bem está tentando arrumar vira circo de vez.
Ai, Ivetinha, que prova mais difícil!