Tormento

Junho 29, 2009

Todo talento tem seu preço?

Não sei, mas se tiver, o preço que Michael Jackson pagou pelo seu foi o tormento em sua alma.

E se eu tivesse que escolher entre ter talento e tormento ou passar pianinho pela vida como tenho feito?

Acho que ficaria com o tormento. E tudo bem.

Jabá

Junho 19, 2009

Saudades do velho Marco Luque… Não percam a oportunidade de vê-lo, ao vivo e em cores. Eu não vou perder

Tamo junto – Marco Luque – Stand up comedy
De 17 de junho à 29 de julho, todas as quartas-feiras, às 21h30
No Tuca, Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, São Paulo
www.compreingressos.com

Jabá

Junho 19, 2009

Aos 15 anos assisti a um espetáculo teatral que, na época, fazia imenso sucesso. Era encenado pela Malu Madder e pelo Taumaturgo Ferreira e chamava-se “Dores de Amores”.

O autor, aos 21 anos, experimentava um sucesso jamais imaginado. Filho de peixe grande, Leo Lama seguia os passos do pai, Plínio Marcos – um maldito.

Não me lembro de quase nada, exceto da troca de papéis entre os protagonistas: “Você me comeu a vida inteira, agora vira que eu vou te comer”, dizia a personagem da Malu com um pinto de borracha na mão. Fala muito justa que nunca saiu da minha cabeça.

Muitos anos depois, o mesmo Leo Lama dirigiu um programa de TV do qual eu fazia produção. Demorou um bocado para eu ligar o nome à pessoa. Ficamos amigos e eu desenvolvi uma admiração quase visceral por ele.

Maldito como o pai, Leo contraria e provoca de forma apaixonada e apaixonante. Raramente entendo aquela mente maluquinha e livre. Porque, eu, não sou livre.

No mês que vem ele remonta suas “Dores de amores” com Melissa Vettore, Alexandre Cattan e Otávio Martins e direção de Naum Alves de Souza. Pretendo ir. Tenho certeza de que o sucesso de outrora irá se repetir e que, dessa vez, vou aprimorar meu entendimento.

Dores de Amores
Estréia em 9 de Julho, às 21h
Teatro Frei Caneca
www.ingressorapido.com.br

Escrevo esse texto pensando muito na A., porque sei que a pessoa que partiu era não somente amada como era fundamental para sua serenidade, sua existência e suas escolhas.

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Era tudo o que não precisávamos. Notícia de despedida, a definitiva, num domingo frio e chato.

Há quase exatos dois anos passei pela mesma situação. Era um sábado, frio e chato como hoje. Perdi um amigo não apenas amado, mas fundamental para minha existência, minha serenidade e minhas escolhas.

Ainda não me recuperei disso e acredito que nunca vá me recuperar. Vou apenas conviver com isso para sempre. Não há um único dia em que eu não pense nele.

Meu coração está novamente frágil hoje. Toda aquela turma – e que turma linda! – vai passar por essa dor e vai conviver com ela para sempre. Sou solidária e sinto também. A Sandra é uma daquelas pessoas que a gente realmente agradece por ter conhecido, por ter convivido. Ficou tão pouco na minha vida e já me deu valores tão preciosos…

Para ela, que partiu, desejo que esteja entre anjos e ídolos. Para os amigos que ficaram, meus ouvidos e meus ombros estão à disposição para ouvir, acalentar e incompreender junto durante todo o tempo que for preciso. Um, dois, três anos até, pois lembrar da pessoa querida que partiu é como mandar um recado. É como dizer o que não foi dito, mas foi sabido. A gente sabe que ela está ouvindo.

Pergunte ao piloto

Junho 4, 2009

Poucas coisas me deixam mais abalada como desastres aéreos.

Nos jornais não se fala em outra coisa: o sumiço do Airbus da Air France.

Eu morro de medo de avião. Se puder evitar, evito. Prefiro ônibus, carro, navio, pois tenho certeza de que sei andar, sei me arrastar e sei nadar. Mas, voar, definitivamente, eu não sei.

Justamente por ter tanto medo não desgrudei os olhos dos noticiários o que foi me deixando cada vez mais tensa.

Hoje pela manhã, como sempre, passei os olhos nos jornais e nos portais de notícias da internet. Textos e textos sobre o acidente mas apenas um me chamou a atenção de forma especial. Era o texto de Marcelo Coelho, na Folhaonline sobre o assunto. Nele, Marcelo Coelho dizia que os jornais estavam esmiuçando e conjecturando mil teorias sobre o desastre sem encontrar respostas e indicava um ótimo site para tirar dúvidas, o “Ask the pilot“. Nele o piloto Patrick Smith explica tudo sobre aviação como se tivéssemos 5 anos. A respeito do Airbus francês ele tece opiniões bem interessantes. Vale a pena dar uma conferida.