Jabá

Junho 19, 2009

Aos 15 anos assisti a um espetáculo teatral que, na época, fazia imenso sucesso. Era encenado pela Malu Madder e pelo Taumaturgo Ferreira e chamava-se “Dores de Amores”.

O autor, aos 21 anos, experimentava um sucesso jamais imaginado. Filho de peixe grande, Leo Lama seguia os passos do pai, Plínio Marcos – um maldito.

Não me lembro de quase nada, exceto da troca de papéis entre os protagonistas: “Você me comeu a vida inteira, agora vira que eu vou te comer”, dizia a personagem da Malu com um pinto de borracha na mão. Fala muito justa que nunca saiu da minha cabeça.

Muitos anos depois, o mesmo Leo Lama dirigiu um programa de TV do qual eu fazia produção. Demorou um bocado para eu ligar o nome à pessoa. Ficamos amigos e eu desenvolvi uma admiração quase visceral por ele.

Maldito como o pai, Leo contraria e provoca de forma apaixonada e apaixonante. Raramente entendo aquela mente maluquinha e livre. Porque, eu, não sou livre.

No mês que vem ele remonta suas “Dores de amores” com Melissa Vettore, Alexandre Cattan e Otávio Martins e direção de Naum Alves de Souza. Pretendo ir. Tenho certeza de que o sucesso de outrora irá se repetir e que, dessa vez, vou aprimorar meu entendimento.

Dores de Amores
Estréia em 9 de Julho, às 21h
Teatro Frei Caneca
www.ingressorapido.com.br

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